I m A g E m

I m A g E m
O Velho do Espelho

"Por acaso, surpreendo-me no espelho:
quem é esse que me olha e é
tão mais velho do que eu?
Porém, seu rosto...é cada vez menos estranho...
Meu Deus,Meu Deus...Parece meu velho pai -
que já morreu"! (Mario Quintana)

P E S Q U I S A

quarta-feira, 4 de junho de 2008



Segura essa bomba, prefeito!








Novo Hamburgo virou sinônimo de deboche.
É o trem que não vem, é o empresário que queima a mulher viva, foge da cadeia e fica livre, é o guri que aos 16 anos já carrega nas costas o peso de 12 mortes, são os motoristas barbeiros que quebram recordes de velocidade onde não é permitido correr…
E é somente desta forma que Novo Hamburgo vira notícia.
Enquanto isto, a elite da cidade, com seus projetos de embelezamento das praças e das entradas, pórticos, plumas e paetês, se preocupa com a aparência de Novo Hamburgo. Isto desvia o olhar da periferia, daquela zona pobre, mas recheada de eleitores. É lá que o prefeito e seus asseclas completam o quadro da vergonha.
Saiu na Carta Maior, para todo o Brasil ver: Novo Hamburgo trata a violência contra a mulher como uma piada.
O motivo? A prefeitura promoveu um teatro que tem no roteiro gracejos relacionados à agressão contra as mulheres. É algo lamentável, nojento, do tipo “mulher de gaúcho se acostumou a apanhar”.
A mulher do prefeito nunca se acostumaria a apanhar. Ela faz um trabalho brilhante em Novo Hamburgo de prevenção à violência doméstica. Aposto que é quem mais sente vergonha do tal teatro bizarro. Espetáculo este comandado pelo coordenador municipal de Defesa Civil, que também é ator, comediante e aspirante a autoridade policial.
Em ano eleitoral, isto é mais do que pisar na bola. É ser mais baixo culturalmente do que o ex-prefeito que esqueceu o Papai Noel no armário e trouxe o Mixaria para celebrar o Natal. E mais do que isso: é brincar com um problema sério que a primeira-dama, a delegada e tantas outras mulheres batalham incansavelmente para acabar.
Em tempo: “A Carta Maior deve ter forjado a notícia”, deve ser a aposta de alguns. Afinal, isto não deu no “jornal da cidade”, aquele mesmo que é visto como lei por aqui e que nunca destina linha alguma para questionar as ações da Prefeitura. Deve ser por que não sobra espaço, já que a própria Prefeitura paga - e paga bem - para encartar neste jornal suas propaladas realizações - as mesmas que aparecem em out-doors ou no horário nobre da Globo.

Coluna do Rafael Geyger no site http://www.novohamburgo.org/
03/06/2008 às 18:47

Nenhum comentário:

Postar um comentário