João Jorge e Jacobina Maurer

João Jorge e Jacobina Maurer

I m A g E m

I m A g E m
O Velho do Espelho

"Por acaso, surpreendo-me no espelho:
quem é esse que me olha e é
tão mais velho do que eu?
Porém, seu rosto...é cada vez menos estranho...
Meu Deus,Meu Deus...Parece meu velho pai -
que já morreu"! (Mario Quintana)

P E S Q U I S A

sábado, 8 de junho de 2013

Paulo Staudt Moreira

Por: Patricia Fachin


Política e literatura sempre foram temas presentes na vida do professor e coordenador do PPG em História da Unisinos, Paulo Staudt Moreira. Jovem militante no período da Ditadura, ele era afeiçoado a partidos de esquerda, principalmente ao Partido dos Trabalhadores (PT). Na entrevista que segue, o professor reflete sobre o atual momento político brasileiro e enfatiza que “vivemos num processo de descoberta da democracia, o que, para nós, brasileiros, é uma novidade”.
Confira.
Origens – Nasci em Alegrete, no ano de 1962. Meu pai, Antonio Carlos Moreira, nasceu em Bagé e é de origem portuguesa e siciliana. Minha avó enviuvou muito cedo, então ele teve de trabalhar a partir dos oito anos de idade, vendendo pastel na rua. Por volta de 1943, ele mudou para Porto Alegre e morou em várias pensões, todas no Bairro Floresta, onde conheceu minha mãe. A origem dela é completamente diferente: é uma típica descendente de alemães A família tinha alguns bens na cidade de Tapera, porém empobreceu, fato que a fez ir morar em Porto Alegre, passando a trabalhar como comerciaria em uma loja.
"Em 1953, eles se casaram e tiveram quatro filhos: primeiro minhas duas irmãs e, depois, enquanto morávamos em Alegrete em função do trabalho do meu pai na Cooperativa da Viação Férrea, nascemos eu e meu irmão. Quando eu tinha cinco anos, a família retornou a Porto Alegre. Sou um típico portoalegrense e gremista.

Estudos – Sempre estudei em escola pública. Iniciei os estudos no Grupo Escolar Camila Furtado Alves, em Porto Alegre e conclui o então Segundo Grau (hoje, Ensino Médio) no Colégio São Pedro. Nesta época, os militares retiraram do currículo escolar matérias contestadoras, políticas e introduziram disciplinas profissionalizantes. Então, me formei em Contabilidade, o que me garantiu o primeiro emprego. Com 16 anos, comecei a trabalhar como técnico contábil em uma imobiliária. Depois, trabalhei cinco anos em um banco privado.

Ditadura – No período da Ditadura, havia um investimento nas comemorações cívicas. Até hoje isso é algo complicado para mim. Sinto-me estranho cantando o Hino Nacional; sempre acho que é meio reacionário ser nacionalista. Lembro com carinho e respeito de uma professora chamada Rosa Maria. Ela subvertia a Moral e Cívica, discutia liberdade e cidadania, e, sem querer, me incentivou a ser historiador. Meu pai nasceu em 1922, no mesmo ano de nascimento do Brizola. Criei-me influenciado pelo brizolismo do meu pai e, portanto, rejeitando a ditadura militar. Mais tarde, ao aderir a outros partidos mais de esquerda, tive algumas discussões com ele. Nada de muito grave, pois ainda somos muito ligados.

Faculdade – Quando conclui o Ensino Médio, fiquei apenas trabalhando. Mais tarde, escolhi um curso superior que desse dinheiro. Na época, a tendência era cursar Processamento de Dados. Então, iniciei o curso na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Em determinado momento, percebi que era muito infeliz trabalhando como bancário e frustrado fazendo aquela faculdade. No terceiro semestre da graduação, tinha a nítida certeza de que iria me tornar um analista de sistemas razoável, mas muito triste. Foi aí que decidi cursar História, na Unisinos. A professora Helga Piccolo me convidou para ser bolsista. Isso foi fantástico porque ela me introduziu no mundo da pesquisa. Continuei trabalhando no banco mais alguns anos, até que assumi a profissão de professor, lecionando em escolas estaduais. Em outra ocasião, a professora Helga me incentivou a cursar o mestrado na UFRGS e acabou orientando a minha dissertação. Nesse período fiz um concurso estadual e me tornei Historiador do Governo do Estado, em 1992. Trabalhei, desde então, no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. Depois, fiz doutorado na mesma universidade, orientado pela professora Sandra Pesavento, que faleceu há pouco tempo.

Carreira acadêmica – Ser professor na universidade parece algo inacreditável. Quando entrei na Unisinos, há oito anos, encontrei professores que me deram aula na graduação. O respeito que tenho por eles é impressionante. Lembro das aulas de história medieval com o Baldissera, de história moderna com a Beatriz Franzen, de história gaúcha com a Capovilla, de arqueologia com o Pe. Ignacio Schmitz , de história antiga com o Pe. Milton Valente. Além disso, fui colega de aula de vários dos atuais professores, os quais conheço há 30 anos. Marluza Harres, Eliane Fleck, Maria Cristina Martins, Sirlei Gedoz, Marcos Tramontini , todos colegas e amigos dos corredores da Unisinos, depois, de congressos e da associação dos historiadores gaúchos. 
Família – Sou casado. Conheci a Dani [Daniela Carvalho], minha esposa, aqui na universidade. Ainda não temos filhos, mas estamos encomendando.


Lazer – Adoro livros policiais e adoro romances. Sou apaixonado por música e frustrado por não saber tocar nenhum instrumento. Fui, durante muito tempo, assíduo corredor. Nos primeiros anos trabalhando na Unisinos, sempre ia até o complexo desportivo para correr na pista. Isso me fortalecia para as aulas. Também gosto de futebol.

Religião – Minha família é católica e uma das tarefas que tenho é levar ocasionalmente a minha mãe à missa. Quando eu estava na graduação, tentei me tornar marxista e ateu. Em termos de marxismo até que fui bem sucedido, mas não no quesito fé, porque a Igreja sempre foi um lugar onde me senti bem. Minha mãe passou para mim um catolicismo humanista. Então, a religião e a fé, para mim, sempre foram “a cara” dela. Hoje, me considero um agnóstico e assumi as minhas dúvidas. Às vezes achamos que a nossa vida é sempre uma jornada em busca de certezas, mas não. Ela pode ser uma excelente peregrinação em busca das dúvidas.

Política – Eu era daqueles milhares que participavam de comícios do PT, escolhia candidatos para fazer campanha. Quem viveu esse momento sabe que foi lindo e não me arrependo. Acho que vivemos num processo de descoberta da democracia, o que, para nós, brasileiros, é uma novidade. O que menos tivemos na história brasileira foi democracia. Estávamos num afã muito grande de resolver todas as nossas demandas sociais e fazer com que o país se tornasse um paraíso.  Tentamos fazer a revolução porque achamos que tudo vai certo. Acontece que não é assim. Vivemos numa sociedade plural e cheia de problemas a serem resolvidos. Então, é obvio que o governo Lula causou uma série de frustrações, mas é um aprendizado da vida em democracia.
Claro que ficamos chateados ao observar que pessoas do PT compactuaram com práticas que criticávamos em outros governos. Não tenho mais uma prática política efetiva no sentido de apoiar candidatos, sair na rua. Meu pai acha que me tornei muito sem graça por que tínhamos grandes discussões políticas em casa: ele defendendo o brizolismo e eu o PT.

Sonhos – Meus sonhos são momentâneos. Sempre sonhei em morar em uma casa com pátio para poder cuidar de vários cachorros. Estou vivendo um momento profissional e sentimental que gosto muito.

Unisinos – Estou há oito anos na universidade e, nesse tempo, a Unisinos passou por várias transformações que chocaram professores e funcionários, como a saída de vários profissionais. Torno-me solidário e me sensibilizo com estas perdas de amigos e colegas. Mas a Unisinos não está isolada do mundo e esse é um processo radical que está ocorrendo em diversos lugares. Percebo que estamos num outro momento, ligado a uma ânsia de produtividade – o que não é uma característica apenas da universidade. Participei do Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação, no Rio de Janeiro, e a reclamação era de que existe hoje um estimulo abusivo à produtividade. Isso pode nos conduzir a uma superprodução superficial. Tenho muita expectativa na forma como as atividades estão sendo conduzidas na Unisinos. A universidade é um referencial educacional. Certas palavras nos assustam e têm nos levado a algumas angustias. Quando ouvimos falar em sustentabilidade, competitividade, achamos que o capitalismo venceu tudo. Mas, na verdade, é a aceitação de algumas regras das quais não escapamos, porque estamos em uma universidade particular. Em termos de pós-graduação, estamos entre as melhores do país. A reitoria e as diversas unidades têm de estar conscientes dos riscos de um possível desestímulo às áreas das ciências humanas. Esse é um risco que não podemos correr. As ciências humanas são, por excelência, os locais onde se promove a consciência, a reflexão e a autocrítica. Por isso mesmo, precisam ser estimuladas.
IHU – O IHU é interessante. Parece-me o local de inerente reflexão e ponto crítico. O IHU é um ponto de referência e aponta para o futuro e o horizonte.

FONTE:

Joana Mina, Marcelo Angola e Laura crioula: Os parentes contra o cativeiro
http://www.apers.rs.gov.br/arquivos/1292867959.Livro_Processos_Crime.pdf

Provando do próprio veneno - Paulo Staudt Moreira
 http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/provando-do-proprio-veneno

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A lista dos acusados de tortura


Revista de Historia da Biblioteca Nacional 
Dos papéis de Luiz Carlos Prestes consta um relatório do Comitê de Solidariedade aos Revolucionários do Brasil, de 1976. O documento traz uma lista de 233 torturadores feita por presos políticos em 1975 O acervo pessoal de Luiz Carlos Prestes, que será doado por sua viúva, Maria Prestes, ao Arquivo Nacional, traz entre cartas trocadas com os filhos e a esposa, fotografias e documentos que mostram diferentes momentos da história política do Brasil. Entre eles, o “Relatório da IV Reunião Anual do Comitê de Solidariedade aos Revolucionários do Brasil”, datado de fevereiro de 1976. 
 Neste período Prestes vivia exilado na União Soviética e, como o documento não revela quem são os membros deste Comitê, não se pode afirmar que o líder comunista tenha participado da elaboração do relatório. De qualquer forma, é curioso encontrá-lo entre seus papéis pessoais. 
O documento(...) foi noticiado pela primeira vez em junho de 1978, no semanário alternativo “Em Tempo”. Segundo o periódico, “na época em que foi escrito, o documento não teve grandes repercussões, apenas alguns jornais resumiram a descrição dos métodos de tortura”. O Major de Infantaria do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra é o primeiro da lista de torturadores, segundo o relatório. A Revista de História tentou ouvi-lo, mas segundo sua esposa, Joseita Ustra, ele foi orientado pelo advogado a não dar entrevista. “Tudo que ele tinha pra dizer está no livro dele”, diz ela, referindo-se à publicação “A verdade sufocada: a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça” (Editora Ser, 2010). 

A repercussão da lista em 1978

A Revista de História conversou com um jornalista que integrava a equipe do “Em Tempo”. Segundo a fonte – que prefere não ser identificada – a redação tinha um documento datilografado por presos políticos. Era uma “xerox” muito ruim do texto, reproduzido em uma página A4. Buscando obter mais informações sobre o documento, os jornalistas chegaram ao livro “Presos políticos brasileiros: acerca da repressão fascista no Brasil” (Edições Maria Da Fonte, 1976, Portugal). Depois desta lista, o “Em Tempo” publicou mais duas relações de militares acusados de cometerem tortura. 
Na época, a tiragem do semanário era de 20 mil exemplares, rapidamente esgotada nas bancas, batendo o recorde do jornal. A publicação fechou o tempo para o jornal, que sofreu naquela semana dois atentados. A sucursal de Curitiba foi invadida e pichada. Na parede, os vândalos deixaram a marca em spray “Os 233”. O outro atentado aconteceu na sucursal de Belo Horizonte: colocaram ácido nas máquinas de escrever. Na capital mineira, a repercussão foi maior porque os militantes de esquerda saíram em protesto a favor do jornal. O próprio “Em Tempo” publicou esses dois casos, com fotos.

 Alice Melo e Vivi Fernandes de Lima
29/12/2011


 Lista dos torturadores: a favor ou contra? Uma polêmica tomou conta dos comentários da reportagem 'A lista dos acusados de tortura', publicada aqui no site, em janeiro. No final da matéria, que tentava explicar de onde saiu uma lista com 233 nomes de possíveis torturadores do regime militar - encontrada no acervo pessoal de Luiz Carlos Prestes (doado ao Arquivo Nacional)-, havia a publicação na íntegra deste documento. Muita gente criticou, muita gente apoiou. E você, o que acha disso tudo? Se não conhece a lista ou ainda tem dúvidas, leia a reportagem no link abaixo e volte aqui para comentar.

 http://www.revistadehistoria.com.br/forum/republica/topico/lista-dos-233-torturadores-a-favor-ou-contra

http://www.revistadehistoria.com.br/secao/na-rhbn/a-lista-de-prestes

Postado em 03/01/2012
 às 05:17 por Alice Melo

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dicas de filmes



Neste blog voce pode acompanhar o resumo e imagens de filmes classicos da história do cinema. O objetivo do blog é chegar a 1.103 filmes. Já está no 125 em ordem cronológica pelo ano de produção. Cinema é tudo de bom. Cultura e diversão.


 O Mágico de Oz (1939)

O feiticeiro de Oz (1939) Victor Flemig

Este é um filme que dispensa qualquer tipo de apresentações, mas ainda assim, vamos escrever o que pensamos dele (a história em si já todos a conhecem concerteza).É sem dúvida, O filme que fez de Judy Garland uma estrela e sem dúvida com todo o mérito.
Outro dos elementos fortes é a sua banda sonora - "We're Off to See the Wizard", "If I Only Had a Brain/Heart/Nerve" - representando cada parte, um dos amigos de Dorothy (Espantalho/Homem de Lata/Leão, por esta ordem) - e a estrela da banda sonora "Over the Rainbow".
Cenas memoráveis, como o da bruxa a derreter "I'm melting, I'm melting", o feiticeiro a ser descoberto através de Toto (o cão de Dorothy) que puxa a cortina e o revela, o tornado (em tons sépia) que dirige Dorothy até á maravilhosa terra mágica de Oz (em Technicolor), entre muitas outras cenas.
É sem dúvida um filme para todas as idades e apesar de se notarem alguns erros é um filme que se aguentou muito bem com a idade. É um miminho de filme e já agora vamos todos, seguir pela Estrada de Pedra Amarela (Yellow Brick Road)?


  Tempos Modernos (1936)

Tempos Modernos (1936)
Modern Times
Charles Chaplin 

Outro filme de e com Charles Chaplin, desta vez os temas vão desde o homem vs. máquina, greves, desemprego (nada que se pareça com os tempos de hoje, por acaso, não é verdade?)   No famoso papel de Vagabundo, ele tenta ajudar uma orfã (acabam os dois por se entreajudarem).
Na época do sonoro, Chaplin fez todo o filme mudo - como aliás se tornou famoso - á excepção de uma cena em que canta (e é uma cena bem divertida por sinal).
Todo o filme, como não podia deixar de ser, é super engraçado e tem cenas hilariantes.
Para ver e para rir, porque rir faz sempre bem.

  Triunfo da Vontade (1934)

Triunfo da Vontade (1934)
Triumph des Willens
Leni Riefenstahl 

Um documentário de propraganda nazi, acerca das "maravilhas" do Nacional Socialismo, onde estão lá todos - Goebbels, Himmler, Speer, entre muitos outros e como não podia deixar de ser o "Deus todo-o-poderoso", Adolf Hitler.
Mostrar a pujança dos jovens e dos homens que o seguem, engradecer a Alemanha e os Alemães (puros) - no fim, uma nota de salientar, os milhares de pessoas que participaram neste comicio em Nuremberg (é de tirar a respiração) - e acaba por ser irónico, que esta cidade tenha sido anos depois palco dos famosos julgamentos aos apoiantes do Terceiro Reich.

 Drácula (1931)

Drácula (1931)
Dracula
Tod Browning
 
Revimos este clássico do terror de Tod Browning e ficámos com a mesma impressão - poderia ser melhor.
Já todos conhecemos a história de Drácula, mas para quem anda distraido aqui fica: Renfield, um agente imobiliário pensa ter um negócio com o Conde Drácula e acaba por ser uma das suas vitimas. Drácula vai para Londres e decide que Mina será a sua próxima vitima, mas o seu noivo e Van Helsing vão fazer de tudo para que Drácula não consiga os seus intentos.
Bela Lugosi está espectacularmente bem no papel de Drácula e Dwight Frye como o insano Renfield (comedor de moscas e afins).
Temos cenas memoráveis, mas algumas patéticas também - vermos os fios a segurar o morcego que voa e o final que poderia e deveria ter sido bem melhor.
Fica sempre a sensação de que este filme poderia ter sido mais bem aproveitado (perdoem-nos os fãs do mesmo).

Outubro (1927)

Outubro (1927)
Oktyabr
Grigori Aleksandrov e Sergei Eisenstein
 
Parece que estamos na fase dos filmes um pouco mais aborrecidos. "Outubro" não foi excepção.Parece um filme sem nexo a imitar um documentário sobre a Revolução Russa.
Não nos conseguiu cativar, achamos tudo muito estranho e algo confuso, mas acima de tudo isso o filme foi mesmo secante.
O único ponto positivo foi a cena da estátua a ser destruida (está muito bem feita).
Esperamos que os próximos filmes nos cativem mais e que esta (má) fase tenha terminado.
* Nota do blog Fazendo  História - Outubro é um classico do cinema realizado na comemoração dos 10 anos da Revolução Russa. Acho que neste caso aborrecido é o comentário original.
 

O Encouraçado Potemkin (1925)

O Couraçado Potemkine (1925)
Bronenosets Potyomkin
Grigori Aleksandrov e Sergei Eisenstein
Tinhamos muita curiosidade em ver este clássico do cinema - muito por causa de tantos elogios que nos foram dando acerca do mesmo. 
As expectativas foram superadas, pois o filme é brilhante. Cenas que ficam na memória e que nos fazem revoltar as entranhas.
Cenas como a carne com larvas, a criança a ser morta e espezinhada, o carro do bébé a cair pela escadaria, e tantas outras (são tantas que tornaria este texto enorme).
O melhor mesmo, é para quem se considera um amante do cinema, tentar vê-lo o mais breve possivel, se ainda não o fizeram.

A Viagem á Lua (1902)

A Viagem á Lua (1902)
Voyage Dans la Lune
Georges Méliès

A nossa demanda começa com esta curta-metragem de 14 minutos.Este é sem dúvida, quanto a nós, o primeiro filme de ficção cientifica e um filme "profeta", pois longe estava a Humanidade daqueles tempos de imaginar que algum dia o Homem poderia, realmente, "pisar" a Lua.
É sem dúvida um filme que qualquer cinéfilo tem que ver, pois apesar de ter sido realizado em 1902 com pouquissimos meios é um filme de qualidade, devido á "carolice" do genial Georges Méliès.
A cena fantástica e provavelmente a mais famosa da Lua a ser atingida pelo foguetão, os "exploradores" a fugirem dos habitantes hostis daquele Planeta... enfim, um filme que entreteve bastante.
Este foi um filme que conseguimos obter rapidamente e é um bom filme para ser adicionado a uma colecção.

História com mídias


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Adelino Francklin

Divirta-se com os mais interessantes jogos de História selecionados pelo História com Mídias:

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Historiadores irlandeses revêem a Guerra do Paraguai pela ótica de Elisa Lynch



 

A irlandesa Elisa Lynch foi uma prostituta ambiciosa e manipuladora que incitou o ditador paraguaio Francisco Solano López a iniciar o conflito mais sangrento da história da América Latina, a Guerra do Paraguai. Pelo menos essa é a versão que ficou para a história, amplamente divulgada pelos periódicos brasileiros da época e que dirou até hoje.

Mas um grupo internacional de historiadores está propondo que a "Evita Perón do Paraguai" foi na verdade uma corajosa mulher à frente de seu tempo, que se dedicou ao país frente à invasão das tropas do Brasil. Uma mulher que cavou pessoalmente a cova do companheiro após ele ser morto por lanceiros brasileiros.

Para a maioria dos brasileiros, a Guerra do Paraguai é um período esquecido, renegado a vagas lembranças das aulas de história. Já para os paraguaios, foi o momento no qual o seu país, que despontava como potência da América do Sul, foi atirado de volta à idade da pedra, com estupros em massa e no qual em torno de 90% da população masculina foi dizimada.

E a obra "Calúnia: Elisa Lynch e a Guerra do Paraguai" mostra que essa ferida está aberta até hoje na sociedade paraguaia ao mostrar essa guerra trágica pela ótica de uma mulher que ficou lembrada como uma das mais cruéis do mundo.

O livro trilingue, em português, espanhol e inglês, é resultado do esforço conjunto de uma equipe de historiadores que se basearam em milhares de documentos de diversos países.




Veja abaixo a entrevista com o autor Michael Lillis, ex-diplomata que morou por vários anos no Brasil e se interessou por essa figura acusada de ajudar a criar um dos piores conflitos da América do Sul.

Livraria da Folha - Quando você ficou interessado pela primeira vez em Elisa Lynch?

Foi em 1991, eu estava me dirigindo ao Paraguai a negócios, trabalhava com leasing de aviões para empresas da região e o então presidente do país, General Rodrigues, pediu para me ver depois que assinamos o contrato. Ele disse que queria me perguntar o que eles achavam na Irlanda da heroína nacional do Paraguai? Eu não sabia do que ele estava falando, mas como fui um diplomata por vinte anos respondi "com muito interesse, sua excelência". Quando saímos do escritório eu perguntei a um amigo do que se tratava e ele me contou sobre Elisa Lynch. Outro colega depois me enviou um livro chamado "World's Wickedest Women" [pode ser traduzido como "as mulheres mais más do mundo"] e havia um capítulo inteiro dedicado a ela, onde ela era descrita como uma torturadora e prostituta. E nós provamos com nossa pesquisa que isso não possui nenhum fundamento histórico.

Livraria da Folha - Como foi o processo de criação da obra?

Em 1991 eu comecei apenas a me interessar pelo assunto, sem nenhuma pretensão de escrever um livro. Depois diversos amigos do Paraguai, Brasil e da Europa nos reunimos para trocar informações sobre Elisa Lynch. E então começamos a lidar com isso de forma mais séria a partir do ano 2001 com a ajuda do falecido comandante Rolim Amarro, fundador da TAM. Ele organizou um seminário de duas semanas em Assunção onde nós ouvimos cerca de doze historiadores de diversas partes do mundo, que trouxeram novas informações sobre essa mulher fascinante. Eu me afastei um pouco do livro após o acidente aéreo que causou a morte do comandante Rolim, pois ele era um grande amigo, mas retomamos o projeto nos últimos anos. Nós reunimos cerca de 10 mil documentos de diversas regiões do mundo, dos Estados Unidos, Brasil, Paraguai, Irlanda e muitos da Biblioteca do Vaticano.

Livraria da Folha - Você encontrou algum tipo de dificuldade por parte do governo brasileiro ou da comunidade acadêmica do país?

Não. O nosso principal historiador brasileiro, Ricardo Maranhão, chegou a se preocupar, pois parte dos arquivos brasileiros sobre a Guerra do Paraguai ainda é confidencial, está fechado para consultas. Não sabemos nada sobre o que existe dentro desse arquivo secreto e eu acho que a maioria dos historiadores de hoje concordaria que seria uma atitude positiva liberá-los, uma vez que selados como estão eles são fonte de especulação e até paranóia sobre o conteúdo desses documentos. A Irlanda tem uma história também difícil, semelhante à do Paraguai em diversos aspectos, e acredito que sempre é importante disponibilizar o máximo possível de informações para ajudar a diminuir o trauma que fica em um país que passa por momentos históricos tão devastadores.

Livraria da Folha - Você acha que o governo brasileiro hoje possui algum tipo de responsabilidade, não só de abrir esses documentos ao público, mas de talvez fazer uma declaração sobre a atuação brasileira no período?

Tanto eu quanto o co-autor Ronan somos irlandeses, e como falei nosso país passou por diversos momentos conturbados com a Inglaterra pela independência e outros episódios que remontam há séculos. Esse legado do passado sempre foi um enorme problema para a relação entre os países, mas quando Tony Blair emitiu em 1997 um pedido de desculpas pela responsabilidade da Inglaterra pela Grande Fome de 1840, que causou a morte de milhões de irlandeses, esse gesto obviamente não solucionou as divergências, mas foi uma grande ajuda para curar essa cicatriz do passado. Quando você vai para o Paraguai hoje você ainda percebe esse tipo de cicatriz na sociedade.

Livraria da Folha - Em todas as guerras ocorrem grandes perdas. O que houve de diferente da do Paraguai?

Nos dois últimos anos da guerra, eu sinto dizer, ocorreram diversas atrocidades contra civis. O Duque de Caxias chegou a recomendar ao imperador Dom Pedro 2º o fim do combate, pois o Brasil tinha claramente vencido, mas o imperador insistiu em continuar com a campanha. E isso deixou uma marca muito forte na consciência paraguaia. Não cabe a mim dizer que tipo de gesto o governo brasileiro deveria realizar. Poderia ser um pedido de desculpas, poderia ser, como acredito que o presidente Lula já esteja fazendo, encontrar formas de melhorar as relações entre as duas nações, talvez algo relacionado à hidrelétrica de Itaipu, que é muito importante para a infraestrutura do país. O Paraguai é muito pobre e o Brasil é uma nação que possui um lugar importante no mundo e acho que existem formas que o Brasil possa auxiliar o vizinho que também sejam proveitosas para o Brasil.

Livraria da Folha - Qual você considera a importância desse tipo de revisão de verdades históricas consideradas estabelecidas?

É importante que cada geração reveja o passado e reescreva a história. No caso da Guerra do Paraguai, e da biografia de Elisa Lynch em particular, isso é de extrema importância. Na criação deste livro nós descobrimos que muitas das lendas que cercava essa personagem foram fabricadas por inimigos tanto dentro quanto fora do Paraguai. E no final das contas, mesmo que ela não tenha sido perfeita de forma alguma, era uma mulher extremamente interessante, com grande coragem, que foi muito dedicada à causa paraguaia. Com relação ao conflito, ele simplesmente destruiu o Paraguai e deixou um terrível legado histórico no país. E devido à nossa perspectiva como irlandeses, um país que também passou por períodos históricos muito difíceis, consideramos que é importante trazer à tona essas questões para que possamos, tanto fazer algo sobre elas hoje, quanto evitá-las no futuro.



GUILHERME SOLARI
colaboração para a Livraria da Folha
30/11/2009 - 12h23
http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u659511.shtml
 

Cúrame

                                                                                                   Tela Candido Lopes



Háblame
que no te oiga
Quiéreme
que yo no sepa
Cuídame
que no lo vea
No me mires, no me escuches
haz de cuenta que no existo
Cúrame,
que no sane
Vierte en mi
tu indiferencia

                                                                                Tela Juan Blanes



Cálmame
que en mi se agite
el deseo como un fuego
y me muera por besarte
Llámame
no me respondas
sáciame
que no me alcance
Déjame,
que yo me rinda
que te siga que te ruegue
que después te de la espalda
Cúrame

Juana Molina

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Língua




                                                                                               Caetano Veloso

Gosto de sentir
a minha língua roçar 
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia
está para a prosa
Assim como o amor
está para a amizade
E quem há de negar
que esta lhe é superior
E deixa os portugais
morrerem à míngua
"Minha pátria é minha língua"
Fala mangueira! Fala!
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?
(...) E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E - xeque-mate - explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles
e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homen
Adoro nomes
Nomes em Ã
De coisas como Rã e Imã
Nomes de nomes Como Scarlet Moon
Chevalier Glauco Matoso e Arrigo Barnabé
e Maria da Fé e Arrigo Barnabé
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode Esta língua? (...)

A procissão dos acorrentados



A revista Manchete, na sua edição de 21 de janeiro de 1984, publicou essa matéria relatando fato ocorrido em São Sebastião do Caí. 

PS - Lembro da repercussão desse caso, na época.



CRÉDITO DA FONTE:
Blog História do Vale do Caí de Renato Klein 
em www.historiasvalecai.blogspot.com.br

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Bandas militares davam o tom patriótico a sangrentos combates da Guerra do Paraguai

Batalha musical

Vinicius de Carvalho
18/1/2011 
 Fui no Itororó
Beber água não achei
Achei bela morena
Que no Itororó deixei
 




Não há criança no Brasil que não conheça esses versos. Talvez a consciência histórico-geográfica de onde fica o Itororó tenha se perdido, mas esta cantiga folclórica lembra o riacho que dá nome a uma das mais sangrentas batalhas da Guerra do Paraguai (1864-1870). Esta lembrança musical do maior conflito militar em que o Brasil já esteve envolvido, também conhecido como Guerra da Tríplice Aliança, não é a única. Os músicos militares estiveram presentes e tiveram importante papel durante todo o conflito.

Clarinetas, trombones e flautas juntaram-se a canhões e baionetas e compuseram uma verdadeira trilha sonora do campo de batalha. As bandas de música eram parte integrante dos Batalhões de Fuzileiros e dos Batalhões de Caçadores do Exército Permanente, ou seja, do Exército profissional. Também os Batalhões de Voluntários da Pátria tinham bandas em seus quadros. Diferentemente do Exército de Linha, que tinha músicos com formação militar prévia, os dos Batalhões de Voluntários da Pátria vinham das camadas populares, muitos deles sem uma formação militar inicial, e que aprenderam a tocar em bandas civis ou mesmo em igrejas. Esse fato fez com que o repertório popular estivesse muito presente na campanha militar, já que era isso que estes instrumentistas estavam habituados a tocar.

A Guerra do Paraguai modifica, assim, as bandas brasileiras. Os civis levavam a composição popular para o campo de batalha e, ao retornarem da guerra, voltavam militarizados. Quase todas as bandas civis passaram a usar uniformes que lembravam os dos soldados e a marchar em forma, como uma tropa. O repertório popular passou a ser também usual entre as bandas militares.

As polícias militares de cada estado do Brasil que mandaram tropas para a Guerra do Paraguai também levaram seus músicos, já que muitas dispunham de bandas organizadas antes mesmo do início do conflito.

Um bom exemplo é o caso da Banda da Polícia Militar da Bahia, que em 1865 parte com o 10º Corpo de Voluntários para a guerra. Segundo algumas crônicas, os componentes da banda atuavam como padioleiros e tocavam nos intervalos das lutas para alegrar os soldados.

Mas os músicos tinham também funções militares. As bandas tocavam em formaturas das tropas e mesmo em marchas. Na Guerra do Paraguai, tocavam durante os combates, ainda que isso pareça absurdo. É o que relata Paulo de Queiroz Duarte, autor de obra fundamental para os estudos sobre a Guerra do Paraguai, quando fala da tática de formação de quadrados empregada pela infantaria no combate. Após a os soldados entrarem em formação, os corneteiros e tambores ocupavam o centro do quadrado e a banda tocava enquanto durasse o fogo. Os corneteiros e tambores repassavam todas as ordens de combate.

Duarte não diz o que tocavam, mas pode-se imaginar que não seriam canções populares. Muito provavelmente, alguma marcha de caráter bastante militar, ou mesmo algum hino patriótico. (...)

FONTE:
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/batalha-musical


(...) Uma curiosidade a respeito da famosa cantiga "Fui no Itororó":
O escritor Veríssimo de Melo relaciona Itororó com o ribeirão homônimo, palco de grande batalha em 6/12/1868 entre as tropas do Brasil e do Paraguai. Para isso, ele se baseia numa versão recolhida em Santa Catarina, em que aparecem os nomes do famoso general Pedro Juan Caballero e do major Moreno, que controlava a artilharia, impedindo a passagem da ponte de Itororó, provocando muitas mortes e assim ensangüentando as águas do ribeirão - daí a alusão de não se achar água para beber. O último verso seria uma reminiscência da frase latina "Veni, vidi, vinci" dita por Júlio César ao Senado de Roma:

Eu fui lá no Tororó
Beber água e não achei,
Ver Moreno e Caballero
Já fui, já vi, já cheguei  (...)

FONTE:
http://tudoporsaopaulo1932.blogspot.com.br/2011/10/medalha-de-bravura-da-guerra-do.html

Esclavos romanos: una cabeza y serás libre

La batalla de Cannas tuvo lugar en agosto del año 216 a.C. dentro de la Segunda Guerra Púnica. El ejército de Aníbal, cartaginés, se enfrentó a las tropas romanas de Cayo Terencio Varrón y Lucio Emilio Paulo. Estos últimos fueron derrotados y quedaron en una situación delicada. Como salida desesperada, el ejército romano decidió reclutar a esclavos para su filas mediante un método algo peculiar.


Batalla de Zama
Batalla de Zama


Los generales romanos prometieron la libertad a todos los esclavos que lucharan en su bando y volvieran después de la batalla con la cabeza de algún enemigo. Esta idea, que puede parecer casi buena a priori, tuvo un resultado no tan bueno, según narra Tito Livio en Historia de Roma desde su fundación.
El mayor inconveniente para los romanos lo constituían las cabezas convertidas en precio de la libertad. En efecto, cuando uno daba prontamente muerte a un enemigo, primero perdía tiempo con el engorro de cortarle la cabeza en medio de la confusión y la aglomeración; después, con la mano derecha ocupada en sostener la cabeza, los más aguerridos quedaban al margen del combate y la lucha quedaba en manos de los cobardes y pusilánimes.
Como decía, una idea que se tornó contra aquellos que la habían tenido. Y es que tiene lógica que si el precio de la libertad es una cabeza, una, se corte la primera que se tenga a mano y se deje de lado la batalla conseguido tal botín. Es más, los más fuertes esclavos irían a por los más débiles enemigos, ya que una cabeza es una cabeza independientemente de lo bueno o malo que sea como soldado el que la sostiene, y así después de un rato quedarían en el campo de batalla los más fuertes de los enemigos romanos y los más débiles de los esclavos.

Fuente: Gabinete de curiosidades romanas, de J.C. McKeown
Publicado no site Curistoria - (lunes, 13 de mayo de 2013) - www.curistoria.blogspot.com

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Os Primeiros Jornais do Brasil


or causa da censura e da proibição de tipografias na colônia, impostas pela Coroa Portuguesa, o Brasil tardou a conhecer a imprensa. Data de 10 de Maio de 1747 a ordem régia de D. João V, executando o seqüestro de todas as letras de imprensa que se encontrassem no Brasil. Somente em 1808 é que surgem os dois primeiros jornais brasileiros. Em junho, o Correio Braziliense, editado e impresso em Londres pelo exilado Hipólito da Costa e em setembro do mesmo ano, a Gazeta do Rio de Janeiro. (...)


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Pedro Adams filho e família


http://memoriadopovoalemao.blogspot.com.br/search?q=pedro+adams+filho




Na foto tirada no início da década de 1930, está o empresário Pedro Adams Filho, pioneiro da indústria calçadista em Novo Hamburgo, com a segunda esposa e os filhos do primeiro e do segundo casamento, na cidade de Porto Alegre. Pedro Adams Filho faleceu na metade da década de 1930.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Obras Hospital Sagrada Familia - S.S. do Caí 1936



O construtor Eugênio Eyb projetou e ajudou a erguer muitas obras importantes no Caí e região. Inclusive várias igrejas. Nenhuma obra sua foi maior, entretanto, do que a construção do Hospital Sagrada Família. A foto acima mostra as obras como estavam no ano de 1935. Note-se que a capela do hospital não foi construída na primeira fase da obra, sendo acrescentada anos mais tarde.Também a unidade de psiquiatria não fez parte da construção inicial. O hospital é, até hoje, uma das maiores obras já erguidas no Caí. Entre as igrejas projetadas por ele, estão a luterana do bairro caiense da Conceição, a ampliação da igreja matriz de São Sebastião, no Caí, as igrrejas católica e luterana de Alto Feliz. Foi ele que projetou, também, o altar da igreja católica da Feliz. Nascido na Alemanha, ele veio para o Brasil em 1922, fugindo da miséria que assolou a Alemanha depois da sua derrota na Primeira Guerra Mundial. 
Eugênio Eyb viveu no Cai por várias décadas, até a sua morte, em 1969.

 Foto do arquivo de André Eyb
www.historiasvalecai.blogspot.com