I m A g E m

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O Velho do Espelho

"Por acaso, surpreendo-me no espelho:
quem é esse que me olha e é
tão mais velho do que eu?
Porém, seu rosto...é cada vez menos estranho...
Meu Deus,Meu Deus...Parece meu velho pai -
que já morreu"! (Mario Quintana)

P E S Q U I S A

sábado, 1 de dezembro de 2007

Eduardo Bueno 'Peninha' na Rolling Stone


Peninha segue Kerouac, tem obra sobre 
Dylan, quer legalização da maconha, etc.

O escritor Eduardo Bueno quer injetar consciência histórica em nossas mentes, refez a trajetória descrita por Jack Kerouac no livro On the Road, defende a legalização da maconha e tem uma obra incompleta sobre Bob Dylan arquivada na sua sala. E, no meio de tantos causos, ele ainda resolveu partir para a ficção... 

 

(...) Assim como desconstrói mitos sagrados, Eduardo subverte a crítica e admite sem qualquer constrangimento que pagou mico no quadro do Fantástico, em parte porque atribui ao programa problemas de edição e não pôde dar o final cut que gostaria, sobretudo por acreditar que vale a pena se expôr para atingir seus objetivos - entre eles não está a grana, diga-se: ele não recebeu mais do que R$ 8 mil por programa, além do crédito do livro do qual se basearam os textos, Brasil: Uma História - A Incrível Saga de um País.

"Quem me critica [aproxima-se do gravador e grita, como se tivesse falando para uma multidão] deveria ver o povo na rua me perguntando se era verdade que Tiradentes não tinha cabelo nem barba", desabafa o alvo predileto de historiadores inconformados com sua abordagem da história e atuação na TV. "Me divido entre uma profunda pena deles e de mim próprio por estar inserido nessa discussão e uma angústia de não poder torná-la pública e efetiva", provoca. "Tenho consciência de que seria muito cruel chamar esses caras para uma discussão, mesmo porque os únicos historiadores que me interessam não querem discutir comigo, porque entendem o que faço [cita sem pausa]: Nicolau Sevcenko, Lili Schwarcz, Mary Del Priore, Max Justo Guedes, Kenneth Maxwell, Leslie Bethell, eles sabem a grandeza e a 'pequenês' da minha obra. Grandeza no sentido de que popularizou a história com uma dimensão até então inédita, 'pequenês' por não se propor a ser uma investigação historiográfica, embora tenha se tornado em muitos momentos." (respondendo as críticas de historiadores inconformados com sua abordagem da história e atuação na TV) 

Quando parece que Eduardo vai parar, engata uma quinta marcha com um ar sério, e baixa a voz: "Nunca quis contar isso antes, mas duas crianças, uma de 7 [sete!, levanta a voz] e outra de 8 anos [oito!, levanta a voz], me disseram 'vou ser historiador por sua causa'. Outras cinco pessoas me revelaram que 'nunca tinham lido um livro antes na vida!' [aí ele gagueja de emoção verdadeira e não consegue falar mais nada] O que eu vou querer mais? Vou discutir? Não vou, né?"


O autor dos livros sobre a história do Brasil colonial - A Viagem do Descobrimento; Náufragos, Traficantes e Degredados; Capitães de Areia; e A Coroa, a Cruz e a Espada - que já venderam exorbitantes 840 mil exemplares se propõe a discutir a maneira como o passado influi no presente e esboça o futuro. "A crise do Brasil é moral e ética por sermos um povo de desterrados, transplantados, que não sabem de onde vieram e nem pra onde vão" [eleva novamente o tom de voz e mira o gravador]. "Se tu não sabes que tempos são estes, e não tens a menor consciência histórica do lugar onde vives, és um joguete nas mãos de alguma coisa que a teoria conspiratória te levaria a crer que é obra de políticos. É preciso buscar uma consciência histórica maior para tu poderes exercer teus direitos, tua cidadania."


FONTE PESQUISADA:
Revista Rolling Stone -  Edição 14 - Novembro de 2007

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