I m A g E m

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O velho do espelho

"Por acaso, surpreendo-me no espelho:
quem é esse que me olha e é
tão mais velho do que eu?
Porém, seu rosto...é cada vez menos estranho...
Meu Deus,Meu Deus...Parece meu velho pai -
que já morreu"! (Mario Quintana)

P E S Q U I S A

domingo, 2 de abril de 2017

MUDA PT - POR UMA ESQUERDA DEMOCRÁTICA E SOCIALISTA

Essa é a tese apresentada pela Chapa MudaPT para  o PED Processo de Eleições Diretas do PT em Novo Hamburgo - RS no ano de 2017




Fora Temer! Diretas Já!
Cada vez mais o caráter classista e conservador do golpe fica mais claro, assim como a necessidade de uma alternativa política de combate. A linha política que essa consigna expressa dará confiança e novo potencial à mobilização popular. É o centro da tática do PT, o rumo que organiza e dá coerência ao conjunto das ações parciais na luta social e no parlamento. Define o campo democrático das forças com as quais estabeleceremos alianças e, consequentemente, veta qualquer aliança com forças golpistas inimigas.   
Os golpistas que colocaram Temer na presidência não têm legitimidade para governar, estão envolvidos até o pescoço com a corrupção, com o ataque generalizado às conquistas da cidadania e da classe trabalhadora. Tem, no entanto, uma forte retaguarda: a coalizão dos partidos da direita - PSDB e PMDB em primeiro lugar -, interesses econômicos dos bancos e grandes empresas nacionais e multinacionais, grandes meios de comunicação, como a Rede Globo. E ainda tem como base, no Congresso Nacional, uma maioria golpista e reacionária.


Unidade Para Derrotar o Golpe 
Os esforços do PT, neste período, devem estar dirigidos para a formação de uma ampla frente oposicionista, de caráter democrático-popular - ao nível social e parlamentar - que unifique as lutas contra as reformas neoliberais do Governo usurpador, de um lado, e de outro, promova todos os movimentos necessários para convocação de eleições diretas para presidente, visando por fim ao atual governo ilegítimo e golpista de Temer. Devemos propor às forças sociais e partidárias que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo uma frente unificada para orientar todo o processo de luta para derrubar o golpismo e organizar comitês populares que tenham capacidade de mobilização e de tomada de decisão sobre os rumos das lutas. Essa frente unificada deve impulsionar bandeiras que acumulem forças para a resistência democrática brasileira. Por isso, para além da denúncia do golpe e a campanha pelas diretas, essa frente lutará contra as reformas trabalhista, previdenciária, orçamentária e do ensino médio, contra os retrocessos para a população negra, LGBT e mulheres, contra os abusos do Judiciário e Ministério Público e a entrega das riquezas nacionais ao capital estrangeiro, como o Pré Sal. 



Lula Presidente 
Devemos construir junto com as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, PCdoB, PDT PSOL, PCO e movimentos sociais e populares uma frente com o objetivo de eleger um governo democrático, popular, republicano e progressista, que revogará todos os decretos e leis golpistas e promoverá a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte Soberana, com ampla participação popular e liberdade irrestrita de comunicação. Neste processo o PT há de apresentar ao debate das forças democráticas e populares a pré-candidatura presidencial do companheiro Lula. 




Um Partido Democratizado, Organizado pela Base e de Luta 
Para enfrentar o novo período, nosso partido precisa ser radicalmente democratizado, organizado pela base e voltado para a elaboração estratégica e tática. Ao mesmo tempo deverá integrar-se em um processo social amplo de reorganização da esquerda brasileira, estabelecendo relações regulares e fraternas com os partidos de esquerda, aprofundando a construção da Frente Brasil Popular e o diálogo com a Frente Povo Sem Medo, enfim um partido de lutas! 
O PT deve recuperar o caráter militante de sua política de finanças, de modo a ampliar sua fonte própria de recursos financeiros para além dos obtidos através do Estado (Fundo Partidário e contribuições de detentores de mandatos, gestores (as) e assessorias), bem como manter a determinação de estrito cumprimento de vedação ao recebimento de recursos de empresas. As finanças devem ser conduzidas com transparência.


 A Luta Contra a Corrupção 
Vivemos um período marcado pelo mais forte ataque ao PT desde nossa fundação. A campanha sistemática organizada por grandes meios de comunicação, com apoio logístico de setores do judiciário e, em outras frentes, com pesado financiamento empresarial nacional e internacional, tem o objetivo de “eliminar o PT” da vida política do País. Não se trata de debater os erros e acertos do partido e apresentar sínteses que reduzam a corrupção no Estado brasileiro, trata-se apenas de silenciar o partido que, durante quase quatro décadas, foi a voz dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos negros, e de todos que lutam por mais direitos e contra todas as formas de discriminação e opressão.
O PT será mais impermeável a corrupção na exata medida em que lidere, com outras forças progressistas, a luta contra corrupção no Brasil. Não aceitaremos que os setores mais corruptos da sociedade brasileira, aqueles que por séculos se locupletaram do dinheiro público, tentem virar símbolos da miséria moral que eles próprios produziram.


Novo Hamburgo - Novos Caminhos 
Para quem deseja fazer um debate honesto a respeito do PT de Novo Hamburgo, da nossa derrota eleitoral de 2016 e do futuro do partido na cidade duas questões preliminares são fundamentais: não fizemos uma administração que comprometesse as chances de vitória e a divisão interna não foi determinante para o resultado eleitoral. 
O fator fundamental foi - sem dúvida - a campanha jurídico-midiática incessante contra o PT e nossos governos, que tinha e segue tendo como objetivo aniquilar definitivamente nossas chances de hegemonia social e de vitórias eleitorais fundamentais. O futuro do Partido dos Trabalhadores ainda está em aberto e ainda temos legitimidade social para resgatar antigos compromissos e buscar novos caminhos que nos recoloquem em condições de fazer a disputa social que se avizinha. Nossos próximos passos serão determinantes. E as velhas fórmulas e acordos estão sendo sepultadas, dia após dia, mesmo para alguns que não querem enxergar a nova realidade.



Nosso segundo período à frente da Administração Municipal teve erros, carência de debates mais profundos e de fóruns que auxiliassem na disputa social pela hegemonia da cidade. Teve também problemas na condução de obras e serviços. Todos estes problemas, aliás, existiram em maior ou menor medida também no nosso primeiro mandato. Afirmar que a vitória eleitoral de 2012 e 2013 consagrou o governo Tarcísio a ponto de apagar os erros cometidos e dispensar mesmo a possibilidade de comparações e avaliações é totalmente descabido. Também a derrota eleitoral em 2016 não fez desaparecer todos os acertos e esforços do bom trabalho realizado. Condenar sem julgar e considerar como fracasso todo trabalho realizado a ponto de cogitar uma confissão pública de culpa beira a insanidade. Ao afirmar e registrar isso em documento alguns companheiros mergulham num maniqueísmo raso e dão as costas a realidade dos fatos na tentativa de encaixotar os acontecimentos na estreiteza de uma avaliação imexível e pré-concebida. 
A Administração 2013 - 2016 foi rigorosamente uma gestão de continuidade e de aprofundamento nas mudanças estruturais que melhoraram a vida da nossa gente em áreas como saúde, educação, habitação, assistência social e tantas outras. Também é possível afirmar que não houve um só momento em que o então prefeito Luís Lauermann e o seu secretariado tenham rompido com nossos compromissos de classe ou com nossos compromissos programáticos.


O que justifica então uma divisão tão profunda e irreparável como a havida no PT de Novo Hamburgo? 
Primeiro é preciso afirmar: não houve descontinuidade no primeiro escalão da Prefeitura. Quase todo o Secretariado do Governo Tarcísio permaneceu no Governo Lauermann. E praticamente todos os dirigentes que se afastaram saíram por sua própria iniciativa. 
A honestidade do debate nos obriga a dizer que houve pouca nobreza política entre os grupos antagônicos que se formaram. Houve sim uma manifestação do ex-prefeito Tarcísio que verbalizou convictamente que desde o primeiro período o Governo Lauermann deveria seguir cem por cento as orientações do antigo mandatário. Este foi o início do conflito. Para um importante grupo de militantes era inaceitável este tipo de imposição. Porque a população de Novo Hamburgo não aceitaria o fato de ter votado num fantoche. Houve, mais do que tudo, uma disputa por espaços de poder na máquina do governo. E quando a disputa não se justifica na política torna-se necessário apelar para a exacerbação de fatos menores. Faz-se necessário criar disputas artificiais. 
Mesmo assim o resultado eleitoral de 2016, repetimos, não pode ser atribuído a este processo político de ruptura havido no PT. Nem mesmo o pequeno engajamento de largos setores do Partido na campanha majoritária ou segmentos do Partido que fizeram campanha para outros candidatos foram determinantes. Nem mesmo a postura adotada de priorizar apenas duas ou três candidaturas a vereança - nenhuma mulher - e depois assistir de camarote o esforço de convencimento e construção de uma nominata inteira de mulheres e da maioria das candidaturas masculinas determinou o resultado. Mas contribuiu para agravar ainda mais o ambiente interno da campanha. 



Por mais importantes que sejam as lideranças do deputado Tarcísio e do então prefeito Luís Lauermann não foi a divergência partidária interna que nos derrotou. Foi a conjuntura política nacional. Isto fica absolutamente evidente pelo resultado que obtivemos de norte a sul do país, sem exceções. Um resultado de derrota eleitoral grave. Um resultado que - apesar de alguns setores não enxergarem - foi de todos e atingiu a todos. 
Nossas diferenças internas são incompreensíveis para o cidadão comum e não foram levadas em conta na hora da decisão do voto. Nossa derrota não se deveu a uma má gestão ou à divisão interna. Mas o contrário não é verdadeiro. Ou seja: para que obtenhamos vitórias será necessária unidade interna, um novo programa, novos caminhos e novas alianças. O que precisamos, em síntese, é a construção da UNIDADE para que o PT MUDE! 



Um PT Unido capaz de Fazer Oposição ao governo do PSDB 
A construção da unidade do partido, para se ter sucesso nos embates com os nossos verdadeiros inimigos, é uma obrigação de todas(os) os(as) militantes. Essa unidade que a Chapa Muda PT busca, não significa que iremos “botar prá baixo do tapete” muitas atitudes incorretas e erros praticados por companheiros(as) da nossa e das outras tendências políticas do PT de Novo Hamburgo. 
Toda crítica que se faz, tem como objetivo colaborar para que a Unidade que se pretende seja fruto de uma relação sincera entre todos nós. Sem esconder as opiniões que temos sobre fatos internos que avaliamos incorretos ou injustos. A unidade nos fortalece!




Chapa MudaPT  Novo Hamburgo - RS - Anita Lucas de Oliveira presidenta 

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